Três Hábitos para Viver Mais

Três Hábitos para Viver MaisDiga “não” ao cigarro, reduza o consumo de sal e siga o tratamento indicado nas doenças cardiovasculares são os três pilares fundamentais que, se cumpridos, melhorarão visivelmente a saúde da nossa população. Gina Tambini, membro da Organização Pan-Americana da Saúde, chama a atenção para a importância da promoção de práticas saudáveis​​.

“As doenças crônicas são as principais causas de morte na maioria dos países da América Latina”, diz Gina Tambini, Gerente da Área de Saúde Familiar e Comunitária da Organização Pan-Americana da Saúde. “Dos 940 milhões de pessoas que vivem nas Américas, aproximadamente 250 milhões de pessoas vivem com uma doença não-transmissível, como diabetes, câncer e enfermidades cardiovasculares ou respiratórias crônicas”.

As enfermidades não transmissíveis são em grande parte devido a quatro fatores de risco que se fortaleceram e generalizaram como parte da transição econômica, os processos de urbanização e de novos estilos de vida: tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo e álcool. Deste modo, uma elevada percentagem de enfermidades não transmissíveis pode ser prevenida pela redução destes quatro fatores.

Algumas indicações que irão te ajudar

Obesidade e excesso de peso

A América é uma das regiões com maior prevalência de excesso de peso. “Este problema está aumentando cada dia mais e, o que é pior, cresce em crianças e jovens. É uma epidemia e existe a necessidade de educação para fortalecer a promoção de práticas saudáveis, como comer frutas e legumes ou praticar algum tipo de exercício. Os dados mostram que as mulheres são mais obesas do que os homens e, quando olhamos para a atividade física entre as crianças, são as que estão menos ativas.” Na Argentina, mais especificamente, 18% dos estudantes do sexo masculino são fisicamente ativos pelo menos 60 minutos por dia, enquanto apenas 8% das meninas passam parte do seu tempo praticando alguma atividade física.

O sedentarismo

“É uma das medidas mais importantes para evitar a obesidade e o excesso de peso. Fazemos um chamado aos pais e às escolas para promover oportunidades para o exercício”, diz Gina. Pessoas com pouca atividade física têm 20% e 30% maior risco do que os outros de morrer devido a qualquer causa. “Nós trabalhamos com o meio ambiente, com o lugar que envolve as famílias. Porque, se essas crianças e seus pais vivem em um lugar onde não há um parque para brincar, ciclovias para andar de bicicleta, ou segurança para brincar na rua ou simplesmente andar a pé, fica muito difícil”, comenta.

Fumar

Cerca de 6 milhões de pessoas morrem a cada ano por causa do tabaco, tanto pelo consumo direto, como o indireto ou passivo. Até o ano de 2030, a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que, este número vai subir para 7,5 milhões, que representam 10% de todas as mortes.

O uso nocivo do álcool

Aproximadamente 2,3 milhões de pessoas morrem, em relação a esta causa a cada ano, o que representa cerca de 4% de todas as mortes que ocorrem no mundo, de acordo com um relatório da OMS.

Dieta pouco saudável

“Muitas pessoas tem o pensamento errôneo que criança gordinha é mais saudável”, diz Gina e novamente destaca a importância fundamental da educação e conscientização sobre esses problemas, e, além disso, promover hábitos saudáveis ​​desde cedo. Entre estes, reduzir o consumo de sal é um fator determinante já que ele aumenta o risco de hipertensão e doença cardiovascular.

Diante desses números, Gina destaca a “boa notícia” em relação à prevenção das doenças crônicas: “Podemos evitar mais de 3,4 milhões dessas mortes nos próximos 10 anos na América Latina e no Caribe, com três medidas simples:

  • A redução do cigarro e derivados
  • Reduzir a ingestão de sal
  • Manutenção do tratamento em pacientes com doenças cardiovasculares.

O problema todo não está somente nas causas e fatores de risco, mas também e principalmente, nas mudanças de hábitos da sociedade e não apenas na área de saúde pública e destaca os impostos sobre o tabaco (Uruguai), a redução do sódio no pão (Argentina) ou restaurantes (Nova York), a expansão dos serviços básicos de saúde para pessoas portadoras de diabetes e hipertensão (Brasil) e as ciclovias nas cidades, entre outros.

“Os fatores de risco não podem ser vistos somente pelas atitudes individuais, mas também em relação às condições socioeconômicas dessas populações, como a pobreza, a educação, o acesso a escolhas alimentares saudáveis, urbanização e também a preocupação das gestantes fazerem o pré-natal e perinatal (cuidados pouco antes e depois do nascimento), ou seja, o que as mulheres comem e como está o estado da criança no momento do nascimento”, explica Gina Tambini e salienta que estas doenças afetam desproporcionalmente de forma clara as mulheres, pobres e sem estudo. Por isso a importância da educação e da conscientização das famílias para que não cheguem a uma situação que só restará remediar, já que a prevenção que poderia ter sido o caminho correto foi deixada de lado.

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