Tabagismo e Anticoncepcionais: Precauções e Contra-Indicações

Tabagismo e Anticoncepcionais: Precauções e Contra-IndicaçõesA evolução do tabagismo nas mulheres é diferente da dos homens. A mulher apenas fumava nos países desenvolvidos antes da Segunda Guerra Mundial. No entanto, as importantes mudanças sociológicas, como estavam se incorporando ao mundo do trabalho e nos movimentos de emancipação e igualdade, ocorridos principalmente durante os anos 50 e 60, levou à introdução das mulheres ao hábito de fumar o tabaco.

Segundo afirma o Dr. Ezequiel Campos Perez, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção (SEC), “as consequências do tabagismo nas mulheres começam a ser muito preocupantes. Fumar mata cerca de meio milhão de mulheres a cada ano e é a principal causa evitável de morte prematura nas mulheres na maioria dos países desenvolvidos.”

“O autêntico desencadeador de problemas cardiovasculares é o tabaco. De fato, uma mulher saudável, não-fumante, pode usar a pílula anticoncepcional até a menopausa, sem aumentar o risco cardiovascular. No caso de mulheres fumantes com menos de 35 anos, recomendamos especialmente o uso de contraceptivos orais com a menor dose de estrogênio possível”, diz Sanchez Borrego. Aproximadamente até cerca de 20% das mortes totais de mulheres de países ocidentais se deve as doenças cardiovasculares associadas com o tabaco.

Os fatores de risco a serem considerados no momento de avaliar a idoneidade ou não de tomar a pílula em cada caso, são: tabaco, pressão alta, colesterol e triglicerídeos no sangue e enxaquecas. “Entre esses fatores,” diz o Dr. Martinez, “o mais importante e evitável é o tabagismo. O tabaco provoca um aumento do risco de enfarte do miocárdio em pacientes não usuárias de pílula e este risco aumenta com a idade e ainda mais em pacientes que tomam qualquer tipo de contraceptivo hormonal. Por isso, uma missão inevitável de todo médico e, portanto do ginecologista é aconselhar convenientemente as mulheres que fumam para deixar de fazê-lo.”

O limite de cigarros/dia estabelecidos para contra-indicar os anticoncepcionais em mulheres com mais de 35 anos não está bem definido. O que se conhece é que as grandes fumantes (mais de 15 cigarros por dia) devem deixar qualquer método hormonal e mudar de método contraceptivo. Os dados relativos às fumantes ocasionais e até mesmo as fumantes moderadas são escassos e as posturas variam desde aquelas que acham que devem parar de tomar a pílula ou qualquer outro método hormonal e aquelas que são mais tolerantes e se não encontram outros fatores de risco cardiovasculares admitem que a paciente siga tomando a pílula, embora insistam que devem diminuir ao máximo o número de cigarros por dia.

“Provavelmente esta última postura é a mais comum e se apóia nos escassos efeitos colaterais dos novos anticoncepcionais de baixa dosagem já que os riscos de ataques cardíacos associados com os mais modernos são tão baixos que muitas pacientes e muitos médicos os assumem e continuam a usar e prescrever um método confiável e eficaz como é a pílula”, conclui Oscar Martinez.

Pausa para Saúde - Anticoncepcional x Cigarro x Gestação.
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Existe 1 Comentário para Dica "Tabagismo e Anticoncepcionais: Precauções e Contra-Indicações"
Raqs

Boa tarde. sou consumidora de 7/8 cigarros diários desde os meus 14/15 anos, comecei a tomar a pílula agora ao 18, mas um enorme desconforto me consome relativamente á junção da pílula e do tabaco. a minha pílula é miranova receitada pela minha médica de família e este assunto deixa-me com vontade de nem sequer a tomar devido aos efeitos secundários já vistos por mim em websites incluindo o tabagismo e as suas causas. aguarda rapidamente uma resposta.