Cuidado com o Autodiagnóstico na Internet!

Cuidado com o Autodiagnóstico na Internet!O que será esse sintoma? Com essa perguntinha buscamos a internet para procurar se temos algum problema, porém os especialistas alertam contra o autodiagnóstico na internet.

Muitas pessoas tendem a chegar a conclusões negativas sempre quando buscam respostas online, aponta estudo.

Você sente dor ou algum desconforto estranho? Uma erupção cutânea que tem durado tanto tempo? Com toda informação que temos disponível com apenas um clique do mouse ao pesquisar na internet podemos saber se a situação é grave ou não. Com certeza, a situação na qual você se encontra, na verdade seria um problema comum, mas com tantas informações que você encontrará, sua mente pensará sempre na pior das hipóteses.

O estudo revelou que as pessoas tendem a aumentar seu próprio risco de enfermidade grave relacionando com os sintomas de uma pessoa distinta. O estudo foi feito por Yan Dengfeng, estudante de doutorado na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong. Em uma série de 6 experiências e contando com a participação de 250 estudantes universitários sobre doenças como a gripe aviária, HIV, osteoporose e câncer de mama.

No experimento sobre a gripe, por exemplo, foi dito aos alunos que apenas iria ser avaliado o conhecimento sobre a doença. Mas, em seguida, os pesquisadores pediram que imaginassem que eles tivessem um número de sintomas (tosse, febre, coriza e dor de cabeça) e perguntou se eles achavam que tinham a gripe “regular” ou a mais rara e preocupante, a gripe “suína” H1N1. Eles também foram convidados a diagnosticar uma “outra pessoa” hipotética com esses sintomas.

De acordo com os pesquisadores, quando se referiam a seus próprios sintomas, as pessoas diagnosticavam a gripe H1N1, o que é mais raro, mais facilmente, do que os sintomas do outro. Em outras palavras, olhando para seus próprios sintomas eles sempre achavam que o caso deles era o pior tipo de gripe.

Mas porque esta diferença? “Vamos explicar esses efeitos utilizando o conceito de distância psicológica”, disse Yan. Com a distância (em outras palavras, pensar em alguém, em vez de si mesmo), as pessoas tendem a depender de informação mais ampla, tais como estatísticas (ou seja, a probabilidade de que uma determinada pessoa contraia a doença X) e menos informações específicas do indivíduo, como os sintomas apresentados.

“Os consumidores muitas vezes temem o pior quando se trata da sua própria saúde, ao mesmo tempo em que mantém uma objetividade calma sobre os outros”, disse Yan. Caso você tenha dor no peito, você já pensará de imediato que é um ataque cardíaco, porém se um amigo tem o mesmo sintoma, provavelmente você vai dizer que é uma simples indigestão. Mas esse tipo de pensamento pode representar desvantagens, escrevem os autores, tendo muitas vezes se “autodiagnosticado como sendo portador de uma doença grave, acabará causando ansiedade desnecessária tanto como despesas médicas supérfluas”. Eles acrescentam que “os autodiagnósticos errados deste tipo são particularmente prováveis, dada a facilidade de acesso à informação na Internet, que muitas vezes leva os consumidores a realizar exercício de “correspondência dos sintomas.”

O Dr. Peter Galier, especialista em medicina interna no Centro Médico St. MónicaUCLA( Universidade da Califórnia) que analisou os resultados, acredita que a pesquisa dá um resultado verdadeiro. “Eu acho que é da natureza humana”, disse ele.

As pessoas são muito mais propensas a se preocupar com eles próprios e suas famílias, disse ele, que com o desconhecido. Obter informações on-line também pode dificultar a decidir o que se entende por sintomas sem análise médica. “Quando as pessoas podem obter mais informações não filtradas e não tem nenhuma experiência na área, não sabem como priorizar a informação”, explicou Galier. Por exemplo, um jovem saudável que acaba de beber um refresco gelado rapidamente e agora sente uma dor agonizante no peito. Se você pesquisar na internet, provavelmente você vai ver que os sintomas podem indicar um ataque cardíaco, disse Galier. Mas essa informação não leva em conta as estatísticas vitais, tais como idade e história médica do homem, disse ele. “Dor no peito em um homem de 55 anos é considerado muito diferente do que com o de 25 anos”, disse ele.

Yan disse que em vez de fazer um diagnóstico, devemos aconselhar as pessoas a procurar um médico de verdade. E, como observou o estudo “a vantagem de procurar um médico de verdade não é apenas por que ele é um especialista, disse ele, também é que o médico não é você. ”

Por esta razão, procurar um médico vai te esclarecer e te ajudar, já que ele está emocionalmente fora do problema. Mediante exames o médico poderá chegar a um diagnóstico mais rápido, tratá-lo e com certeza chegar a cura o quanto antes. Buscar na internet só atrasará o tratamento, que muitas vezes não passará de um simples problema.

Brasileiros usam a internet para autodiagnóstico médico
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