Conhecendo o Inimigo: BISFENOL-A

Conhecendo o Inimigo: BISFENOL-AMuito se fala de aditivos no alimento que já vem enlatado, nos utensílios domésticos, nos brinquedos, enfim em quase tudo existem substâncias que não conhecemos e muitas vezes nem sabemos do que se trata. Vamos falar do Bisfenol-A que é um composto usado no policarbonato, que é um plástico que está presente em quase tudo que você possa imaginar.

O Bisfenol-A é um produto químico utilizado desde os anos de 1970 para fazer plásticos macios e duros utilizados em embalagens (sacos e sacolas plásticas, garrafas reutilizáveis de água, etc.), obturações dentárias, em muitos objetos do nosso cotidiano (escova de dente, mamadeiras, copos infantis, óculos, CDs, DVDs, eletrodomésticos, computadores, etc.), resinas de epóxi (cola, tintas, adesivos, etc.) e na composição de papéis termosensíveis: comprovantes bancários, extratos e fax.

Também é conhecido como BPA. Alguns países já proibiram o uso dessa substância em objetos que os bebês têm contato. Muitos estudos têm demonstrado que o contato excessivo com o Bisfenol-A traz efeitos adversos à saúde. Por isso estão preocupados com os bebês, pois eles vão atravessar toda sua vida em contato com essa substância, pois os danos são a longo prazo. As agências de segurança têm procurado adotar novas medidas para restringir o seu uso.

Vamos mostrar aqui alguns resultados de pesquisas, que ainda estão sendo feitas juntamente com os danos que provocam, para que haja a conscientização das indústrias na redução do Bisfenol-A ou BPA.

Problemas que trazem à saúde

Estreitamento das artérias: recente estudo britânico mostra que existe uma relação direta entro os altos níveis de BPA na urina e estenose (estreitamento) severa da artéria coronária, que pode provocar ataques cardíacos e anginas.

Obesidade infantil: segundo um estudo chegou-se a conclusão que meninas entre 9 e 12 anos que apresentam níveis altos de BPA na urina têm duas vezes mais chances de serem obesas do que aquelas que possuem concentração baixa.

Ansiedade: cientistas demonstraram recentemente que a exposição ao BPA durante a gravidez, amamentação e primeiro ano de vida, pode gerar alto grau de ansiedade devido às alterações na expressão de genes numa região cerebral chamada amígdala, que é uma região do nosso cérebro que regula os sentimentos, o comportamento sexual e a agressividade.

Dentes: Uma experiência feita na França com ratos recém-nascidos sugeriu que a exposição diária ao BPA danifica o esmalte dos dentes já numa idade precoce. Isto poderia causar uma patologia chamada hipomineralização (HIM) e que em humanos afeta 18% das crianças entre 6 a 8 anos de idade.

Mas o que fazer?

Sempre que possível dê preferência a recipientes de vidro, evite consumir alimentos enlatados no seu dia a dia, jogue fora utensílios de plástico arranhados ou lascados, nunca lave seus objetos de plásticos com detergentes fortes e nem os coloque na máquina de lavar, evite congelar ou aquecer alimentos em recipientes de plástico.

Vale a pena tomar certos cuidados. A nossa saúde e da nossa família deve ser prioridade na nossa vida.

PEDIATRIA - O bisfenol-A (BPA) está proibido nas mamadeiras
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